Filosofia

MPB-4

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O mundo me condena, e ninguém tem penaEl mundo me condena, y nadie tiene compasión

Falando sempre mal do meu nomeSiempre hablando mal de mi nombre

Deixando de saber se eu vou morrer de sedeSin saber si moriré de sed

Ou se vou morrer de fomeO si moriré de hambre

Mas a filosofia hoje me auxiliaPero la filosofía hoy me ayuda

A viver indiferente assimA vivir indiferente así

Nesta prontidão sem fimEn esta disposición interminable

Vou fingindo que sou ricoFingiendo que soy rico

Pra ninguém zombar de mimPara que nadie se burle de mí

Não me incomodo que você me digaNo me importa que me digas

Que a sociedade é minha inimigaQue la sociedad es mi enemiga

Pois cantando neste mundoPues cantando en este mundo

Vivo escravo do meu samba, muito embora vagabundoVivo esclavo de mi samba, aunque sea vagabundo

Quanto a você da aristocraciaEn cuanto a ti de la aristocracia

Que tem dinheiro, mas não compra alegriaQue tienes dinero, pero no compras alegría

Há de viver eternamente sendo escrava dessa genteDeberás vivir eternamente siendo esclava de esa gente

Que cultiva hipocrisiaQue cultiva la hipocresía